Homens e mulheres envolvem-se de muitas maneiras. A partir das mais ...

Homens e mulheres envolvem-se de muitas maneiras. A partir das mais
30/11/2007

Homens e mulheres envolvem-se de muitas maneiras. A partir das mais gratificantes oportunidades de prazer até os piores momentos de decepção, entre enlevos românticos excepcionais e intensas rivalidades sexistas, os dois sexos vão seguindo suas relações de amor e guerra.

Às vezes, parecem marcianos e venusianas; em outras ocasisões, definem-se como almas gêmeas. Entretanto, quando se relacionam para estabelecer de fato um elo sentimental, as diferenças dos sexos são realçadas e as semelhanças, esmaecidas.

O amor feminino é bem diferente do masculino. Se formos mais rigorosos, diremos que a mulher é quem ama de verdade, ela é quem faz a vinculação afetiva, ao passo que homem se ajusta a esse contexto. Vemos práticas dessa diferença em duas circunstâncias da vida atual: na antiqüíssima prostituição e nas separações conjugais. Na relação profissional, a prostituta confirma esse enredo porque atua ao contrário da natureza feminina: ela inibe sua alma e se manifesta no corpo. Na essência desse encontro, o homem-cliente não paga pelo sexo, mas pelo desvínculo.

Na separação, habitualmente, o homem que toma a iniciativa de pedir o divórcio à esposa está envolvido em outra relação. Ele termina a história anterior sem sentir a ruptura da aliança e segue em outro vínculo, também criado por uma mulher, a nova namorada.

A mulher, por seu turno, não depende de um amante para se separar: quando não quer mais a conexão, “quebra” com o casamento que havia estruturado. Depois, poderá ou não formar outra vinculação. O escritor francês Henry de Montherlant foi um frasista exemplar. Entre muitas, deixou esta expressão significativa e polêmica: “A felicidade da mulher vem do homem, a do homem vem dele mesmo”. A frase sintetiza a política de tendências afetivas dos sexos.

Durante séculos, no mundo falocentrado, a mulher tem vivido em função do homem, do amor que desenvolve por ele e de tentar ensinar-lhe a amar como ela. Ainda que tenha demonstrado habilitação afetiva, não conseguiu ser uma professora de amor bem-sucedida. Como aluno sentimental, o homem não chegou a diplomar-se.

Piorando o horizonte do vínculo amoroso, embalada pelo vácuo da corrida feminista, a mulher se esforça para repetir o homem: agora, sem fazer comércio do corpo, ela pode experimentar o sexo casual, ao estilo masculino.

Para não estreitar o espaço e o tempo do amor, o que seria desastroso, precisamos contar com novas perspectivas. Vejamos algumas: a) o homem passaria a exercer paulatinamente a responsabilidade do amor; b) a mulher participaria do sexo descomprometido sem perder a habilidade amorosa, conseguindo atuar nos dois campos; c) ambos repensariam a capacidade afetiva e a erótica, em diligência comum para que o ser humano aprimore e amplie as dimensões do amor, de modo cada vez menos competitivo. Há que se acreditar nessa última, pois a evolução amorosa jamais contemplaria o sexismo violento, as rivalidades invejosas e as competições destrutivas. Seguir para o melhor destino amoroso implica um reconhecimento autocrítico imediato.

Mestres do amor são os portadores de deficiências. Eles conseguem amar de modo exemplar com seu corpo incompleto, mutilado. Homem e mulher precisam encarar sua real condição: são portadores de uma deficiência amorosa. Devem tratar de superá-la.

7 Comentário(s) desse artigo

1. marcia hassen
15/07/2008

Imperdivel !! este artigo todo mundo deve ler, depois refletir, pensar e repensar.............. conceitos, formas de agir...

2. Carlito F da Silva
30/01/2009

Da Revista Ciência & Filosofia – ano III – nº 30( páginas 52 e 53.) As Várias Formas de Amor Em nossa língua portuguesa utilizamos o conceito amor para definir muitas coisas. É comum ouvirmos pessoas que dizem: “eu amo meus pais! Eu amor meus filhos! Eu amo a natureza” Quem é mais religioso costuma dizer: “ eu amo vir à igreja!” Entre os jovens, às vezes ouvimos: “eu amo tal pessoa! Hoje eu quero encontrar alguém para fazer amor!”Assim, o significado da palavras amor toma dimensões diferentes conforme o caso e a situação. No momento histórico em que a filosofia começou a se afirmar como mais uma forma de conhecimento da realidade, no mundo grego, o conceito amor tinhas pelo menos oito significados diferentes. A primeira forma de amor era o Pornéia , ou seja, um amor voraz e devorador. Como exemplo, temos o amor da criança em relação ao processo de amamentação. Depois nos deparamos com uma forma de amor possessivo a que eles chama de amor Pathé e mania. Observe que é o mesmo radical da palavra patologia e o mesmo de paixão. Daí que, para Platão, a paixão era uma enfermidade do coração e precisava ser controlada. Na escola dos diferentes níveis do amor, segundo os gregos, encontraremos o amor Eros. Aqui temos o amor desejo, isto é, “eu a amor, por isso maravilho-me com ela. Quero que ela esteja próxima a mim para que eu possa cuidá-la”. Estas três primeiras formas de amor são definidas como “amor sentimento” porque elas nascem na parte vegetativa, como dizia Aristóteles. A primeira forma de “amor atitude” que assim definimos, para os gregos, era o amor Estorgue, o que para eles tinha o significado de amor harmonia. Ele ocorre em nós quando desejamos nos harminizar com os outros, com nós mesmos ou com a natureza. O tipo seguinte de amor é o Philia:amizade. Parta os gregos, esta forma de amor sofria variações. A forma de amor entre parentes, dos pais para com seus filhos e vice-versa, era denominada de amor Physequé. A Philia Zeiniqué era o amor como hospitalidade, por exemplo, no ato de receber bem os amigos em nossos lares. Já a Philia Estouriqué significava o amor entre duas pessoas, uma doando à outra, querendo também que o outro seja feliz, um sem ser inveja do outro. Portanto, a autêntica amizade. O amor Énnoia como devotamento, como dom ou devoção, e o amor Kháris, gratidão. Para eles, era muito significativo olhar para alguém e poder dizer:“muito obrigado por você existir na minha vida!” Se usarmos o arco-íris como metáfora, poderíamos dizer que a última cor seria o amor. Este, para os gregos, a gratuidade, o amor incondicional ao outro. Eu faço o bem pelo prazer de fazê-lo, sem desejar nada em troca. Ou seja, o que os cristãos chamam de amor caridade. É importante destacar de muitos atores sociais só conhecerem algumas cores deste “arco-ìris”, razão esta que nos permites compreender porque suas dores existenciais normalmente se manifestam em suas vidas. _______ 1- Estes conceitos foram inicialmente apresentados por Jean-Yves Leloup, autor do livro. O corpo e seus símbolos(Editora Vozes). Ao compreendermos esta primeira forma de amor chegaremos à etmologia da palavra pornografia. Formada pelo prefixo Pornô = derivado de Pornéia e pelo sufixo grafos = escrita, descrição. Daí seu significado. 2- Ao encontrar-se com a cultura grega que ainda estava latente no mundo romano, os apóstolos contaram o Jesus tinha feito. Então os gregos passaram a se referir a ele como o maior exemplo de amor. Depois, com a tradição, difundiu-se a idéia de que o amor é o amor sobrenatural. O amor de Deus para conosco.

3. Elias
05/03/2009

weewedvv

4. Milena
24/03/2009

certos comportamentos hereditarios e parafilicos sao vistos por quem faz como faço pq é gostoso e como existem desde a infancia nao sao enxergados como destrutivos exceto se mostrado a esses grupos q existem outras familias e outros modos de pensar ,outros gostos q devem ser respeitados,temos q ensinar a respeitarem o pensamento alheio mostrando a esses grupos q seus comportamentos nao sao aceitos por outras pessoas e cd um tem uma criaçao e nao devemos invadir esse espaço pois essas pessoas sao cegas a este pensamento.Vamoos introduzir as parafilias como doenças hereditárias a serem tratadas e não como criminosos ...Doença Hereditaria adquirida com desvio da sexualidade e confusao em relaçao a sexualidade por má explicação familiar e mau comportamento familiar

5. rute de sousa freire
01/04/2009

muito bom

6. maria helena
03/05/2009

devemos ler mais artigos assim ,poré, crescemos muito.

7. Carlito
09/04/2010

"certos comportamentos hereditários ... "Doença Hereditaria adquirida com desvio da sexualidade e confusao em relaçao a sexualidade por má explicação familiar e mau comportamento familiar" (Milena) Primeiro é necessário pensar nas reais origens de tais comportamentos para depois tecermos um comentário mais paupável. Além disso, não vivemos apenas e somente no meio familiar. Existem diversos espaços sociais (creche, escola, trabalho, empresas, shoppings, circulo de amizade, meios de comunicação...) em que a família está totalmente vinculada, embora é quase impossível viver isoladamente. Por isso, a família acaba sendo afetada(física, moral, sentimental,psíquica e culturamente falando) direta e indiretamente pelos diversos segmentos da sociedade, onde muitas vezes certas pessoas sofrerão - consciente e inconscientemente - com isso por muitos anos. Diante disso, o filósofo Jean-Jacques Rousseau (1712 — 1778) tinha razão ao afirmar, noutras palavras, que o homem(selvagem) nasce bom, mas é a sociedade que o torna mau, egoísta... E por outro lado, é claro que a sociedade tem aspectos positivos que vem a contribuir para a evolução humana, moral..., através da educação formal, das pesquisas sérias em que valorizam o ser humano, a ética...; das entidades religiosas, dos grupos de estudos do amor que nos estimulam na reflexão que "Seguir para o melhor destino amoroso implica um reconhecimento autocrítico imediato."... Pois sempre é conveniente escolhermos o caminho do bem, do amor, da ética, da empatia... que preservem a vida em todos os sentidos. Assim, poderemos amenizar um pouco mais os problemas da vida em geral. Como o texto logo acima, em outras palavras, nos permite refletir para vivermos uma vida conjugal mais rica de afetividade, emocões e amorosidade e, sobretudo, com memos problemas. "Os olhos não podem conhecer a essêcia das coisas"(Lucrécio) Como humanos, devemos

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