Ponto G e prazer genérico


19/10/2009

Nas últimas três décadas, a compreensão teórica e o exercício prático da sensualidade permitem que cada vez mais pessoas possam fruir do prazer corporal. Reconhecer e explorar zonas erógenas expande e qualifica o prazer. O famigerado ponto G, inicialmente sugerido para as mulheres, hoje também é demanda dos homens.

O ponto G feminino. Foi assim denominado em homenagem ao ginecologista alemão Ernst Gräfenberg. Em 1950, ele foi o primeiro médico a levantar a hipótese desse detalhe anatômico. O ponto de Gräfenberg é uma pequena região rugosa, acessível pela parede anterior da vagina, que varia de mulher para mulher, tanto na localização, no tamanho, na textura e na espessura. Invisível aos olhos e não muito fácil de ser identificado pelo tato, situa-se abaixo do osso púbico, profundamente na parede anterior da vagina, entre sua abertura e o colo do útero.

Existe muita discussão na comunidade científica sobre a sua real existência. Os mais fortes apoios partem das afirmações colocadas em periódicos que visam o público leigo. No campo das edições científicas, vários acadêmicos e ginecologistas já criticaram sua exatidão e veracidade.

Para encontrá-lo, a mulher deve estar bem relaxada e excitada, de modo que as paredes vaginais fiquem lubrificadas. A lubrificação tenderá a entumescer o local, enchendo-o de sangue e tornando-o mais sensível e proeminente. Poderá então ser identificado como uma pequena saliência enrugada, área oval de 2 cm, na parede frontal interna da vagina. Com a mulher excitada e deitada de barriga para cima, o parceiro introduz o dedo médio com a palma da mão virada para o clitóris. A ponta do dedo deverá então tocar o ponto G, área mais áspera que também poderá endurecer pela excitação. Inicialmente, a mulher poderá sentir vontade de urinar, mas pela continuidade tenderá à sensação erótica.

O ponto G masculino. Em função do preconceito machista que blinda a região anal, muitos homens não chegam a experimentar o prazer que é sugerido como o da zona mais erógena do corpo masculino. A região da próstata, que pode ser tocada através do ânus, é um tabu entre os homens (até entre mulheres). Em alguns países (França, destacadamente), é um hábito mais comum as mulheres explorarem essa área. No Brasil, os parceiros têm receio de praticá-lo. E se fazem, não revelam.

Uma das maiores autoridades em sexualidade humana no Brasil e América Latina, Oswaldo M. Rodrigues Jr., indica que a maneira mais eficaz de se curtir o prazer se obtém estimulando a parede retal contra a próstata. Ele também confirma que há um desconforto em relação ao assunto, mas acrescenta que muitos homens já descobriram que isso não muda a sexualidade de ninguém: “Uma série de homens heterossexuais compreendem que esta área auxilia a ereção e aumenta a força da ejaculação”.

Uma moça de 30 anos afirmou que, com seus namorados, “sempre rolou e foi legal”. Como muitos apreciam (sem admitir), ela acrescenta: “nenhum disse que gosta do ‘fio terra’, mas todos permitiram, depois de boa intimidade”.

Há o estímulo sem introdução: no períneo, região muito sensível ao toque, entre os testículos e o ânus. A parceira massageia suavemente essa região, que auxilia a ereção e, se for tocada no momento do orgasmo, pode ampliar o tempo e a intensidade do prazer. Deve-se testar a intensidade do toque e o local exato.

Para ir além, a mulher introduz o dedo lubrificado na parede anterior do ânus, mais ou menos a cinco centímetros do início. Não se trata de um “Ponto Gay”, não tem nenhuma associação com homossexualidade. O que caracteriza o gay é a atração que ele sente por outro homem, não a exploração de zonas erógenas do corpo por uma parceira.

1 Comentário(s) desse artigo

1. Airton Grecco Itapolis SP.
20/02/2010

Ola Dr. Estou vendo seu site e achei muito interessante, meus filhos estão morando ai em Campinas tambem. Sobre esse artigo tenho a dizer que esse ultimo comentario varia muito de homem pra homem. No meu caso ja tive tais tentativas e sempre foram pessimas. Acho que nao me sinto bem sendo tocado nessas partes. Já sobre essa parte rugosa dentro da vagina mesmo sem saber q era ponto G eu sempre acariciava e todas adoravam. Descobri por acaso. Fiz esse comentario apenas para que se ouver respostas caso seja do interesse do site enviarei uma pergunta futuramente. O sr. responde perguntas? Obrigado

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