A atriz Zezé Polessa estrelou na semana passada, aqui na região, o monólogo Não Sou Feliz, Mas Tenho Marido. Esse espetáculo fez sucesso nos teatros cariocas, paulistas e percorre os palcos brasileiros há três anos. É adaptação de um livro de crônicas homônimo (edição brasileira pela Letraviva), autoria da intelectual argentina Viviana Gómez Thorpe.
Em Buenos Aires, a montagem contabiliza mais de seis anos de excelente repercussão. Também já foi exibida em vários países da América do Sul, no México, na Espanha e Israel. A versão brasileira, segundo a crítica especializada, recebeu da protagonista e do diretor Victor Garcia Peralta um toque mais ácido, parecendo ainda mais bem-humorada.
Sozinha em cena, a atriz personifica uma escritora que, durante a entrevista de lançamento de seu livro, aproveita para discorrer sobre o desgosto de um casamento falido de 27 anos. Baseada nas experiências da própria autora, a ficção mostra uma jornalista que descobriu, ao longo do trabalho, que poderia ser uma espécie de biógrafa de outras mulheres em todo o mundo. Esta capacidade de mostrar o dia a dia de modo irônico, sem perder a reflexão crítica, pode ser uma das razões do título bem sucedido que chegou a ficar nove meses entre os mais vendidos na Argentina.
Essas duas mulheres que hoje focalizamos têm pouco mais de 50 anos. Ambas vivenciaram, em suas histórias pessoais de vida, os conflitos e benesses da relação estável. A última informação que disponho as indica como “solteiras, sem compromisso”. Profissionalmente, Viviana participou de Satiricón, mítico magazine que revolucionou o jornalismo gráfico argentino nos anos 70. Depois, colaborou com outras publicações, mas conquistou o público através das matérias sobre comportamento em revista feminina. Fez rádio nos anos 90 e se consagrou com divertidos comentários sobre os costumes da vida conjugal e doméstica. A coletânea desse material deu origem ao livro, publicado na Argentina em 2000 e posteriormente na Espanha, já superando 100 mil exemplares vendidos. Trabalhando como jornalista e escritora, foi casada por 27 anos e separou-se porque, conforme ela mesma diz: “o marido comemorou nosso aniversário de casamento me trocando por uma de 27...”. O livro é apontado como 95% autobiográfico.
Zezé alterou o rumo do seu decurso ocupacional: ela formou-se em medicina (especializando-se em Medicina Tropical), mas logo depois se dedicou à carreira artística. É uma ótima atriz brasileira, trabalhando destacadamente como comediante. Na vida pessoal, já se separou de dois casamentos.
Viviana e Zezé conseguem estimular leitores e plateia a se divertirem com as agruras e delícias conjugais. E naturalmente convocam a todos para que reflitam sobre o importante questionamento da autonomia feminina.
Até uma ou duas gerações passadas, as mulheres necessitavam do casamento como fator de sobrevivência. As de classes mais privilegiadas, se não chegavam a esse nível de dependência, ansiavam pelo matrimônio como se ele fosse um crisma, um diploma. Elas precisavam dessa festividade de formatura, uma cerimônia oficial de casamento que as confirmassem como dignas representantes do sexo feminino.
Depois de casada, a mulher seguiria o marido para qualquer lugar, desistindo de possibilidades próprias, pedindo demissões, renunciando a tudo que concorresse com os papéis de esposa e mãe.
Em determinado trecho do espetáculo, Zezé sintetiza: “Se você me perguntasse há 10 anos, quando já não restava mais romantismo em nenhum dos meus dias, e que dirá nas minhas noites, se eu era feliz, eu teria dito que não. E continuei casada”.
Em entrevista, Viviana diz: “Depois de cinco milhões de anos, agora estamos entrando na era das mulheres”.
Os horizontes femininos estão realmente diferentes. A felicidade da mulher pode solicitar posturas mais egocêntricas e inclusive evitar o casamento.
1. mario
24/05/2010
Casado portugal 45 anosLisboa Pissudão. No msn, on-line, ou num chat privado, teclo só com senhoras casadas maduras pela noite dentre a partir da meia noite..deixando-as todas milhadas, enquanto o marido dorme descansadinho! (mostro o carnegão que tenho pendurado no cimo das coxas peludas, se quiserem... Eperimente.... Gratis e aliviador desses dores de cabeça. beijos maxos sim? queres experimentar meu anjo? Sao dessa redoma e sente a tua humidade vaginal desder louca de tesão...noite dentro...e sem riscos nenhunsss! Mario