O mês de março é sugerido como temporada das mulheres, especialmente amanhã, dia 8.
De modo geral, seja nesse dia dedicado à mulher, em qualquer outra data que se relacione ao gênero feminino, ou nas datas pessoais do aniversário da companheira, comemoração de bodas, dia dos namorados, o homem não se situa com tranquilidade nem segurança. Empenhado em agradar a mulher, mas restrito a pensar nisso só nessas épocas do ano, ele fica perdido, destreinado e mal acostumado. Providenciar flores, preencher um cartão, escrever uma carta, redigir um e-mail, a não ser que o sujeito tenha uma inspiração poética recorrente, será um trabalho árduo e diligente. Procurar por um presente, escolher uma joia, um vestido, um calçado, é tarefa exigente, que necessitará indefectivelmente de uma ajuda, profissional ou não, do gênero feminino. Uma cunhada que possa dar sugestões, uma amiga comum que saiba manter segredo (já admitindo que não seja um decididamente incontável...), serão recursos prováveis. Em última instância, teremos a vendedora que salvará a escolha e que também deixará a chance restauradora da troca, caso a peça não faça o gosto da presenteada!
Se no homem permanecem ranços machistas e patriarcais consideráveis, ele terá a tendência de festejar a data a seu próprio estilo. Ou seja, oferecerá um cheque como presente, promoverá uma reunião com bebidas alcoólicas, carnes assadas, comida farta e finalizará a festa com o sexo.
Se nele já se incorporaram valores feministas e argumentos de igualdade de gêneros, o dia será comemorado de um modo mais feminino. Ele poderá dispensar uma reunião com outras pessoas, convidará a homenageada para um jantar intimista. Mesmo assim, como homem que é, terá a relação erótica circulando pela sua cabeça, rondando pela noite, imaginando se ela não estaria esperando pelo sexo.
Na esteira da cultura falocentrada e dos carunchos machistas, muitas mulheres acomodam-se, contemplando essa convenção masculina.
Uma festa sem sexo é absurda, equivale a uma extrema penúria para o homem. Como transmitir a força da sua homenagem sem que a parceira receba a mensagem viril?
Por seu lado, a mulher poderá respeitar a coincidência com o período da TPM, ou a cólica de uma menstruação, talvez um filho meio febril que não a libere para o erotismo.
Sem a chance de fazer amor, o homem se frustrará profundamente, não se perdoando nem a desculpando pela ausência do encontro libidinoso.
Quanto mais preparado para o contexto atual, no entanto, mais acostumado às propensões femininas, à luta feminista pela igualdade sexual e à distribuição bissexual de tarefas, o homem pode adaptar-se melhor e não ansiar tanto pelo sexo.
Há homens que, sem perder o tradicional cavalheirismo nem a virilidade, conseguem desenvolver um charmoso lado feminino. Alguns suportam melhor longos períodos em que ficam desempregados ao exercer o papel de “dono de casa”.
Os tempos atuais estão mais flexíveis, há muitas alternativas para satisfazer homens e mulheres.
O sexo não pode ser fase indispensável de uma comemoração, nem pode representar uma “sobremesa” a mais do banquete. Mas a sua recusa não deve significar equivalentes de uma “greve” ou vingança feminista, pois a renúncia inclui frustração para a mulher.
A oferta imprescindível e autêntica, não importando os moldes mais ou menos sexistas, nem os apegos conservadores ou inovadores, tem que ser o amor.
Se um homem não souber oferecer amor, a não ser através do sexo, que faça - é melhor um machista franco do que um hipócrita com pretensão de parecer politicamente correto.
1. Carlito Silva
15/03/2009
Meu depoimento sobre o texto acima: O texto - " O homem nas datas da mulher" - de autoria de Joaquim Z Motta, brilhantemente, nos propõe uma reflexão prática acerca da "mulher" ou melhor de como, enquanto seres humanos, devemos aprender a lidar com ela em todos os niveis sociais, especialmente àquelas mais próximas de nossas vidas. Aprender a respeitá-la com carinho, generosidade, honestidade, respeito, fidelidade, amor e na coletividade com o exercício do diálogo mútuo. Aprender que ela está, acredito eu, mais evoluida, emocionalmente falando, que o homem e que, por isso, os homens - e o gênero humano em geral - podem aprender muitas lições afetivas, amorosas e outras. Aprender com elas a dividir nossas fraquezas, trumas, tristezas, defeitos e qualidades sem medo de ser feliz podendo ampliar mais ambas consciências. Aprender a ouvi-lá em todos os seus momentos da vida - nas alegrias e nas dificuldades do cotidiano, trocando tais experiências em prol de uma relação mais humana, que no entanto, é possível uma relação mais saudável e duradoura entre as relações conjugais; na esfera do namoro e da amizade... podendo potencializar mais a dignidade humana. Aprender que sem ela, a mulher - mãe, irmãs, avós, tias, namoradas, esposas... - o homem em geral estaria condenado a viver num escuro sem luz e sem amor; estaria mais carente do que atualmente e, portanto, mais infeliz, sem ter a chance de se completar como um todo. Aprender que, enquanto homens, não devemos descartar que temos um esfera - ou dimensão humana - dentro de nós, um pouco feminina. Aprender que com machismo só destruiremos as relações conjugais e outras, o porquê disso, o machismo nega o amor de si próprio e da coletividade feminina, onde impera o egoísmo masculino exagerado que distancia as partes e os vínculos afetivos. Aprender que o sexo deve ser acompanhado de amorosidade, lealdade, boas intenções, de reciprocidade e compreensão do(a) outro(a). Portanto, devemos aprender que a mulher é um ser humano muito especial que a vida - e Deus - nos proporcionou - para sermos mais completos e felizes através do amor. Pois relato essas palavras porque aprendi e muito com minha esposa, principalmente o maior exemplo dela de amor por mim e pelos nossos lindos filhos.
2. Carlito Silva
15/03/2009
Meu depoimento sobre o texto acima: " O homem nas datas da mulher" - de autoria de Joaquim Z Motta, brilhantemente, nos propõe uma reflexão prática acerca da "mulher" ou melhor de como, enquanto seres humanos, devemos aprender a lidar com ela em todos os níveis sociais, especialmente àquelas mais próximas de nossas vidas. Aprender a respeitá-la com carinho, generosidade, honestidade, respeito, fidelidade, amor e na coletividade com o exercício do diálogo mútuo. Aprender que ela está, acredito eu, mais evoluída, emocionalmente falando, que o homem e que, por isso, os homens - e o gênero humano em geral - podem aprender muitas lições afetivas, amorosas e outras. Aprender com elas a dividir nossas fraquezas, traumas, tristezas, falhas, defeitos e qualidades sem medo de ser feliz podendo ampliar mais ambas consciências e nossas relações. Aprender a ouví-la em todos os seus momentos da vida - nas alegrias e nas dificuldades do cotidiano, trocando tais experiências em prol de uma relação mais humana, que no entanto, é possível uma relação mais saudável e duradoura entre as relações conjugais; na esfera do namoro e da amizade... podendo potencializar mais a dignidade humana. Aprender que sem ela, a mulher - mãe, irmãs, avós, tias, namoradas, esposas... - o homem em geral estaria condenado a viver num escuro sem luz e sem amor; estaria mais carente do que atualmente e, portanto, mais infeliz, sem ter a chance de se completar como um todo. Aprender que, enquanto homens, não devemos descartar que temos um esfera - ou dimensão humana - dentro de nós, um pouco feminina. Aprender que com machismo só destruiremos as relações conjugais e outras, o porquê disso, o machismo nega o amor de si próprio e da coletividade feminina, onde impera o egoísmo masculino exagerado que distancia as partes e os vínculos afetivos. Aprender que o sexo deve ser acompanhado de amorosidade, lealdade, boas intenções, de reciprocidade e compreensão do outro(a). Portanto, devemos aprender que a mulher é um ser humano muito especial que a vida - e Deus - nos proporcionou - para sermos mais completos e felizes através do exercício do amor. Enfim, também relato essas palavras porque aprendi (e venho aprendendo) muito com minha esposa, principalmente o maior exemplo dela de amor por mim e pelos nossos lindos filhos. E isto me dá mais condições para ensiná-los coisas boas e viver melhor respeitando mais ainda o próximo para que a vida flua com mais harnomia. A vida nos ensina muitas coisas boas e más, porém, devemos a todo instante resgatar os valores e princípios éticos familiares e religiosos para colhermos bons frutos em quaisquer relações humanas, através da racionalidade, inteligência e da consciência. Assim, nosso inconsciente não está imperando com muita força sobre o pensar e o agir.